[Artigo] Arquétipos e sua aplicação na construção de marcas e no processo de branding

Arquétipo é descrito pelo psicólogo Carl Gustav Jung como um conjunto de imagens psíquicas presentes no inconsciente coletivo que seria a parte mais profunda do inconsciente humano. Os arquétipos são herdados geneticamente dos ancestrais de um grupo de civilização, etnia ou povo. Os arquétipos […] são o conjunto de informações inconscientes que motivam o ser humano a acreditar ou dar crédito a determinados tipos de comportamento. Correspondem a um conjunto de crenças e valores comportamentais básicos do ser humano. podem se manifestar nas crenças religiosas, mitológicas ou no comportamento inconsciente do indivíduo.” (Dicionário Informal)

Em design os arquétipos são aplicados na construção de marcas e no processo de branding. Surgem hoje como uma ferramenta poderosa e inovadora, não só permitem desenvolver identidades fortes e claras, que sejam facilmente absorvidas pelos seus públicos alvo, alicerçadas no mais profundo psiquismo humano, como permitem avaliar posteriormente como as marcas estão posicionadas na mente desses mesmos públicos.

Funciona mais ou menos assim: durante o briefing o designer aplica uma espécie de questionário investigativo sobre o DNA da empresa, suas características, pontos fortes e fracos e define uma persona para esta organização. Em seguida, É traçado um perfil psicológico desta persona e em seguida define-se qual seria o arquétipo que melhor se aplicaria a este perfil e a este DNA. Na fase de criação ou de re-criação de marcas, os arquétipos permitem:

  • Consolidar o posicionamento da marca, alicerçando-a em valores coerentes e/ou complementares entre si, que permitam desenvolver uma estratégia de marca clara e eficaz;
  • Conferir uma identidade à marca, dotando-a de uma personalidade.

 

Basicamente existem 12 tipos de arquétipos. Estes perfis são aplicados em diversos setores, desde o cinema, o teatro as artes em geral até as grandes marcas e organizações.

 

“A Nike, por exemplo, alicerçando a sua marca na ideia central de vitória, assume o arquétipo “o herói”. Toda a sua comunicação, todos os seus endorsements – a celebridades como Tiger Woods, André Agassi e Lance Armstrong -, e inclusivé o seu próprio nome, Nike – nome da deusa grega da vitória – conferem à marca um espírito heróico e vitorioso que é transmitido ao mercado. A Apple, que foi liderada por Steve Jobs, manifesta-se como “criador”. Todos os seus produtos – tanto a nível de design como ao nível das características técnicas – toda a sua comunicação e toda a sua postura perante o mercado revelam essa aura criativa.” (My Brand, 2014)

 

Fonte: http://www.pensoideias.com.br/2016/11/08/buyer-persona-ou-cliente-ideal-arquetipos-representacao-e-marketing/

 

Os 12 arquétipos podem ser divididos em quatro grupos, de acordo com os quatro principais impulsos humanos:

 

  • Mestria/Risco: Quando queremos fazer algo notável e ser lembrado para sempre e quando lutamos pelos nossos sonhos. Mesmo que para isso seja preciso quebrar regrar e superar desafios (arquétipos do Herói, Fora-da-Lei e Mago).
  • Independência/Auto-realização:  Quando há um desejo de ficar só, refletir, decidir e conhecer o verdadeiro Eu (arquétipos do Inocente, Explorador e Sábio).
  • Pertença/Grupo: Ajuda quando a pessoa sente profunda necessidade de pertencer a um grupo (arquétipos do Bobo da Corte, Cara Comum e Amante).
  • Estabilidade/Controle: Quando queremos ter um certo controle das coisas, um poder nas mãos (arquétipos do Criador, Prestativo e Governante).

REFERÊNCIAS

https://oarquetipo.wordpress.com/os-doze-arquetipos/

http://www.mybrandconsultants.com/public/media/papers/Paper_Arquetipos_Final.pdf

http://www.dicionarioinformal.com.br/arqu%C3%A9tipo/